Águas sedia encontro entre prefeitos para a construção de uma usina do lixo que irá atender região
Prefeituras ficaram responsáveis apenas por levar o lixo até a área cedida; atualmente, tonelada do lixo gira em torno de R$ 85;
Águas de São Pedro foi o palco para uma importante discussão no último sábado entre prefeitos de nove cidades da região: a destinação do lixo urbano. O encontro, realizado no auditório do balneário municipal Dr. Octávio de Moura Andrade, foi marcado pela apresentação de uma proposta da empresa espanhol Redsol Energy, que promete construir num prazo de 18 meses uma usina que reciclaria todo o lixo produzido pelas cidades que fizerem parte de um consórcio intermunicipal.
O objetivo é fazer com que os produtos orgânicos e inorgânicos sejam reaproveitados sem prejudicar o meio ambiente, além de erradicar o despejo deste tipo de material em aterros sanitários.
Para atender as cidades de São Pedro, Águas de São Pedro, Charqueada, Santa Maria da Serra, Araras, Brotas Ipeúna, Itirapina e Torrinha, uma delas teria que ceder uma área pública para a empresa fazer a construção da usina.
O espaço terá capacidade para receber até 1.000 toneladas de lixo por dia, que ficariam armazenados em tanques de concreto fechados, evitando o vazamento do chorume e do próprio mau cheiro. A Redsol não cobraria, porém, um valor próximo a R$ 85 por tonelada, que é o que as prefeituras estão acostumadas a pagarem em aterros sanitários.
O lucro da Redsol seria obtido através da comercialização do biogás e da transformação do lixo em adubo, que demoraria um prazo de 15 dias. Para que o lixo se transforme em adubo, é preciso a ação de uma bactéria num calor próximo a 50 graus que é retirada do lodo e também capaz de fazer essa transformação.
“É sem dúvida um trabalho fantástico. As prefeituras não teriam custo nenhum, mas ficariam responsáveis apenas por fazer o transporte do lixo até a área pública cedida”, afirmou o prefeito de Águas de São Pedro, Paulo Ronan (PSDB).
O próximo passo é pegar a assinatura de todos os prefeitos das nove cidades mediante um protocolo de intenções que será capitaneado pelo secretário de Meio Ambiente de Águas de São Pedro, Raymundo Lázaro Profício.
Feito isso, as cidades devem criar uma lei que passará ainda pelo crivo da Câmara Municipal. “Agora é trabalhar a questão burocrática, pois todos os prefeitos que estiveram na reunião gostaram do projeto e vêem com bons olhos. É uma medida ambientalmente correta e visa a acabar com os lixões e aterros sanitários”, afirmou o chefe do Executivo de Águas de São Pedro.






