A Secretaria de Saúde de Águas de São Pedro informou que, até o momento, nenhum caso de dengue foi registrado no município em 2026. O resultado contrasta com o cenário do ano passado, quando foram contabilizados 192 casos da doença, e reforça a importância das medidas preventivas adotadas pela administração municipal. Para efeito de comparação, em janeiro de 2025, a Vigilância Epidemiológica registrou 68 casos de dengue na estância. Entre os dias 23 e 28 de fevereiro, o município vai fazer um novo mutirão pela cidade coordenado pela Pasta da Saúde.
Entre as iniciativas está a adesão ao projeto Aedes do Bem, uma solução biológica e ambientalmente sustentável voltada ao controle do mosquito transmissor da dengue. A estratégia foi implantada pela prefeitura, por meio da Secretaria de Saúde, como parte de uma ação ampla de enfrentamento à doença.
Conhecida pelas águas medicinais e pela forte presença turística, especialmente nos fins de semana, Águas de São Pedro trata o combate ao mosquito como prioridade estratégica. O projeto, desenvolvido pela multinacional inglesa de biotecnologia Oxitec, utiliza mosquitos machos do Aedes aegypti com característica autolimitante. Eles se acasalam com as fêmeas no ambiente, reduzindo a população de fêmeas adultas — responsáveis pela transmissão não apenas da dengue, mas também de zika, chikungunya e febre amarela. Por não picarem pessoas, os machos não transmitem doenças.
Ao todo, foram instaladas 30 caixas de liberação distribuídas em dez pontos estratégicos definidos a partir de focos já identificados pela vigilância sanitária – uma cobertura de 100% da cidade. A iniciativa foi bancada pela prefeitura, que participou de todo o processo de instalação em áreas com vegetação densa e outros locais adequados, aproveitando a arborização da cidade.
Segundo o prefeito João Victor Barboza, o município mantém atenção constante às políticas de prevenção. “Águas de São Pedro sempre está atenta às ações que visam erradicar a dengue. Temos uma equipe atenta às ações de prevenção e as ações de combate ao mosquito já surte um grande efeito. Esse projeto visa principalmente erradicar o mosquito vetor, que é o transmissor das doenças”, afirmou.
Além da implantação tecnológica, o projeto também envolve conscientização da população. Apresentações educativas e atividades interativas integraram ações comunitárias e palestras nas escolas municipais, ampliando o alcance da campanha e incentivando a participação da comunidade.
Para a Secretaria de Saúde, a ausência de registros em 2026 evidencia a eficácia da combinação entre inovação tecnológica, educação preventiva e engajamento coletivo. Ainda assim, o órgão reforça que a população deve manter os cuidados básicos, eliminando possíveis criadouros do mosquito e colaborando com as ações de vigilância para garantir que o município continue livre da doença.









